
Eu me sentei no meu balanço, atordoada por tantas coisas que se passavam na minha mente.
Eu começei o meu balanço, bem de leve, num ritmo suave, enquanto num turbilhão de palavras eu me encontrei em panico, preocupada com as mais diversas coisas, pessoas, obrigações.
Foi quando eu me apressei em me balançar, cada vez mais forte, na tentativa de dissipar todos os problemas.
Cada vez mais forte, mais forte, não querendo mais sentir meu próprio corpo, na tentativa de sair voando e não sentir mais nada, de ser curada em um segundo, de não ter que depender da minha fé, de ter uma fé natural, de viver sem preocupações, medos, distâncias e doenças.
Uma lágrima silenciosa escorreu pelo meu rosto, e ali eu fiquei. Com meus pés suspensos no ar, o meu cabelo em meu rosto, minha cabeça girando, tudo numa confusão perturbadora.
O meu balançar foi ficando cada vez mais devagar e novamente eu senti os meus pés no chão. Eu não queria sair dali. Justo quando eu estava quase voando...quase saindo dali.
Sentindo meu coração cheio, e decepcionada com meu balanço, que em nada me ajudou, eu levantei, voltei para minha realidade, ainda com a marca de uma lágrima solitária que não se segurou dentro de mim, e que resolveu encher um oceano.